A Relação do Homem e o tempo: o Tic Tac da vida

*Por Marcelo Cavalcanti, consultor em Desenvolvimento Humano Sem que a gente se dê conta, o tempo nos acompanha por toda a vida, a cada instante dela. E muitos se perguntam: quanto tempo ainda temos? Não sabemos. Mas reconhecer que o tempo pode ser finito é essencial em qualquer idade e torna-se ainda mais importante quando se alcança a maturidade. Enquanto o “Tic Tac da vida” toca, vamos acumulando riquezas que vão muito além dos bens e nos fazem valorizar aquilo que realmente importa, aquilo que nos toca, emociona, faz-nos sair da comodidade do cotidiano. O que é o tempo? O tempo todo nos pegamos falando e até mesmo reclamando que não temos tempo para dormir, responder mensagens, e-mails, falar com amigos, ficar com a família, passear… Mas, afinal, o que é o tempo? Segundo alguns filósofos, não existe passado e futuro – o tempo é o aqui e agora – é o instante! E eu te questiono: Como você se relaciona com o seu tempo? Longevidade e Maturidade Ativa Se todas essas inquietações sobre o tempo atual já são grandiosas, imagina se somadas às transformações geradas pela longevidade, pelas mudanças sociais advindas com os chamados “novos velhos”, que chegam à maturidade ativos e cheios de sonhos que ainda desejamos realizar. Estamos vivendo muito mais e agora queremos também viver muito melhor. E novamente vem a dúvida: mas quanto tempo ainda tenho? O assunto é atualíssimo, urgente e de grande relevância: Estamos falando do NOSSO Envelhecer! O Convite para a Longevidade Assim, nossa proposta é podermos falar sobre isto sem censura, crítica ou qualquer outra forma pejorativa sobre o tema. Poder expor as ideias (novas ou não) sobre os diversos assuntos que nos acompanham eternamente (a família, a saúde, as finanças, nossos prazeres, nossos desafios e muitos outros temas…). O convite é claro e objetivo: Começar a se preparar (não importa sua idade) para a SUA longevidade! Venha com a gente! Nos acompanhe aqui e em breve marcaremos um encontro … Topas?
Da mistificação da família à família necessária

Ao longo dos tempos, desde os primórdios da humanidade, nasceu o conceito da família. De lá para cá, tanto se fala tanto se escreve sobre este tema tão central, mas percebemos que pouco se tem feito na prática para que a mesma melhore e consequentemente continue como a principal base da nossa sociedade. A Adaptação às Necessidades Sociais O tempo passou, e de fato o homem precisou adaptar se às novas necessidades que a sociedade caminhou. Como resultado percebemos nos dias de hoje que apesar destas mudanças para adaptações, verificar-se o quanto muitos valores acabaram se perdendo em função destas adaptações. Independentemente do modelo do núcleo familiar, homem e mulher com ou sem filhos, filhos de pais separados, filhos sem pais, filhos de pais e irmãos de outros casamentos, filhos de pais do mesmo sexo, famílias com filhos adotados dentre outros modelos, a questão não eh o modelo destas famílias, mas sim os valores que estas famílias possuem e criam / ensinam seus filhos… A Transformação dos Valores Estou me referindo aos valores de respeito, de ajuda, de solidariedade, de compreensão e de amor que foram transformados. Pelo que parece esta transformação não foi tão positiva e os estragos que estão causando estão sendo muito tem preocupado a todos… Dizemos que estes nossos valores se modificaram e se adaptaram em função das mudanças da sociedade, porém acabamos nos enclausurando dentro de nós mesmos, pois justificamos este o motivo de tantos problemas, mas nos esquecemos que somos nós, esta sociedade a qual nos referimos e julgamos, que não esta boa, que está violenta, que se perdeu… O Protagonismo e a Mudança Individual Uma das questões é que cada um sempre espera do outro a mudança, a compreensão, onde na realidade, quem precisa mudar somos cada um de nós, de dentro para fora, de cada um para todos. Enquanto continuarmos a esperar que um dia as coisas irão melhorar porque serão outros tempos, outra geração, outros governos etc. e não tomarmos nossas próprias atitudes de imediato, os problemas continuarão os mesmos. Enquanto continuarmos tendo as mesmas atitudes, vamos obter os mesmos resultados. Se queremos resultados diferentes, temos também que fazer diferente!! Assim, precisamos ser os protagonistas de nossa historias, do nosso tempo. A partir de agora, assuma uma atitude mais pacífica com as pessoas, coloque seus limites de forma mais assertiva; demonstre mais afeto; ajude um colega; não sejam mais um transgressor; respeite o outro; respeite as regras; seja honesto consigo e com os outros; de exemplos positivos; distribua amor; seja solidário. Comece!! Ainda dá tempo para vivenciarmos dias melhores. Faca sua parte.
Relação Homem X Aposentadoria

Por Marcelo Cavalcanti, consultor em Desenvolvimento Humano Dando continuidade ao nosso bate papo da série “Aposentadoria”, a proposta hoje é compreendermos nossa relação com esse período da vida de um profissional. A Supervalorização da Produção e a Morte Social No modo de produção da sociedade na qual existimos, onde, em geral, existe uma supervalorização da produção que aliena o trabalhador do processo produtivo, a aposentadoria é geralmente experienciada como a perda do sentido da vida, configurada como uma espécie de morte social. Com o destaque daqueles que estão na ativa (diga-se trabalhando, produzindo) sob o ponto de vista racional e econômico, o profissional aposentado acaba sendo desvalorizado (Santos, 1990). Com isto, a primeira conjunção mais comum que se faz à aposentadoria é que a velhice chegou e então estou mais próximo da morte, por isto não sirvo mais. Observa-se que tais conteúdos não se manifestam necessariamente ao nível consciente. Ao contrário, são crenças que aparecem, muitas vezes, de maneira velada. Apesar disto, observa-se que esta questão já está se alterando com as recentes e heterogêneas experiências e vivências de envelhecimento e aposentadoria deste mundo moderno que estamos vivenciando – embora ainda esteja muito longe de chegarmos ao padrão ideal de consciência desta situação. O Peso das Expectativas Sociais A família e, consequentemente, a própria sociedade, como que num processo de negação, mantêm tabus em torno do tema envelhecimento e morte, como se tais processos não estivessem na sequência natural de nascer, crescer e amadurecer (Moragas, 1991). Perpetuam-se expectativas que geram um circuito no qual o próprio idoso é influenciado e comporta-se “como todos esperam”. Um aposentado, ao acreditar que não tem mais o que contribuir, pois agora se encontra na condição de inativo, tenderá a se comportar como tal, confirmando a expectativa social existente. “Uma profecia autorrealizável é uma conjectura que, ao se tornar crença, produz a sua própria realização. Quando as pessoas esperam ou acreditam em algo, tendem a agir como se tal crença fosse real e assim contribuem para a sua realização.” O Impacto Psicológico do Rompimento Desta forma, é indiscutível que o rompimento das relações de trabalho tem impacto diretamente na vida social e psicológica de cada um de nós, ainda que varie de pessoa para pessoa. Porém, a aposentadoria não implica simplesmente no que popularmente é dito como “término da carreira”. De fato, é um momento onde a pessoa entra em contato consigo mesma… uma retrospectiva, do que fez, o que não fez, o que gostaria de fazer, e isto acaba gerando alguns conflitos internos… É verdade que assumir a condição de aposentado de forma brusca, sem uma reflexão e orientação prévia (digo com anos de maturidade e consciência), potencializa, e muito, a ocorrência de problemas no reposicionamento da “reinclusão” no mercado de trabalho, bem como seus novos papéis nos planos de vida pessoal. Novas Escolhas e o Bem-Estar O bem-estar ou a felicidade decorrem da satisfação sentida com o que se faz e onde se está (O`Brien, 1984). É preciso acreditar que, apesar das consequências que temos neste momento (trocas de hábitos, mudanças de padrões sociais, novos cuidados com a saúde etc.), podemos fazer novas escolhas, nos âmbitos profissionais e pessoais. Atualmente, já está comum construirmos mais duas ou até três carreiras após a aposentadoria. Precisamos pensar nisto e encarar este momento com todas as oportunidades e vicissitudes que a vida nos oferece. Basta lembrarmos que devemos fazer nossas escolhas!